segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Energia limpa e barata

Pesquisadores da Universidade Federal do Pará desenvolvem plataforma flutuante equipada com estação que produz eletricidade a partir da queima de materiais orgânicos abundantes no estado
Caroços de açaí, restos de madeira, sobras de agricultura e óleo vegetal. Itens que, num primeiro momento, teriam como destino a lata do lixo podem, na verdade, ser uma solução eficaz, barata e ambientalmente correta para comunidades distantes que não têm acesso à eletricidade.
"A estação conta com uma unidade de extração de óleo vegetal para agregar valor, trabalho e renda às atividades da população ribeirinha", diz o professor Gonçalo Rendeiro, coordenador do Grupo de Energia, Biomassa e Meio Ambiente (EBMA). De acordo com o cientista, a estrutura tem uma unidade completa de geração de energia por meio do ciclo a vapor, ou ciclo termodinâmico de Rankine (veja arte).
A unidade de geração funciona a partir da queima da biomassa na fornalha da caldeira, gerando calor ao longo de todo o dia. Esse calor, em contato com a água presente na plataforma, faz com que surja vapor d'água, que, em pressão e temperatura elevadas, movimenta as pás da turbina. "A rotação dessa turbina aciona o gerador presente na estação, que proporciona energia necessária para o processo e energia excedente, que abastece a comunidade", explica Rendeiro.
O professor destaca ainda que, com a estação flutuante, os ribeirinhos deixaram de usar pequenos geradores movidos a óleo diesel - fator que traz benefícios econômicos à comunidade, que não precisa mais gastar com a compra do diesel, e evita problemas ambientais mais sérios. De acordo com Rendeiro, o enxofre presente na composição desse combustível pode dar origem a chuvas ácidas.
O Google anunciou no final de 2007 que investiria em empresas e conduziria pesquisas próprias para a produção de energia renovável a preço acessível (inferior ao do carvão), em prazo de alguns poucos anos.
Para virar o jogo, precisamos aprender a produzir energia elétrica limpa, além de utilizá-la com mais eficiência.

Fontes:
Postado por: Djones Michel Groff

sábado, 7 de agosto de 2010

Energias Limpas

 Muitas pessoas falam tanto de energia limpa, mas na pratica o que significa?
Energia limpa é aquela retirada de fontes renováveis de energia que não geram substâncias poluentes ao meio ambiente como produto final do processo de retirada da energia. Como exemplos têm a energia solar, a energia eólica, a marítima e as bio energias.

Biogás
Transformação de excrementos animais e lixo orgânico, em uma mistura gasosa, que substitui o gás de cozinha, derivado do petróleo.
Biodigestor anaeróbico é um equipamento usado para a produção de biogás, uma mistura de gases, principalmente metano, produzida por bactérias que digerem matéria orgânica em condições anaeróbicas, um biodigestor nada mais é que um reator químico em que as reações químicas têm origem biológica.
O biogás pode ser usado como combustível em substituição do gás natural ou do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), ambos extraídos de reservas minerais. O biogás pode ser utilizado para cozinhar em residências. Pode também ser utilizado na produção rural como, por exemplo, no aquecimento de instalações para animais muito sensíveis ao frio ou no aquecimento de estufas de produção vegetal. Pode ser usado também na geração de energia elétrica, com o uso de geradores elétricos acoplados a motores de explosão adaptados ao consumo de gás. A única desvantagem é que o gás é difícil de ser armazenado.

Equivalência aproximada de energética de um 1 m³ de biogás equivale energeticamente a:
·                     1,5m gás de cozinha;
·                     0,52 a 0,6 litros de gasolina;
·                     0,9 litros de ácool;
·                     1,43 kWh de eletricidade;
·                     2,7 kg de lenha (madeira queimada).
Biocombustíeveis
Geração de etanol e biodiesel para veículos automotores a partir de produtos agrícolas (como semente de mamona e cana-de-açúcar) e cascas, galhos e folhas de árvores,que sofrem processos físico-químicos. O Brasil está entre os maiores produtores mundiais.
Biodiesel refere-se a combustível diesel baseado em óleo vegetal ou gordura animal. É um combustível renovável e biodegradável, obtido comumente a partir da reação química de lipídios, óleos ou gorduras, de origem animal ou vegetal, com um álcool na presença de um catalisador.
O biodiesel é feito para ser usado em motores diesel padrão e, portanto, distinto dos óleos vegetais e resíduos usado para motores a combustível diesel convertidos e substitui total ou parcialmente o óleo diesel de petróleo em motores ciclo diesel automotivos como os de caminhões, tratores, camionetas, automóveis, etc., ou estacionários como geradores de eletricidade. Pode ser usado puro ou misturado ao diesel em diversas proporções.
Misturas: 
·                     Biodiesel a 100% é referido como B100, enquanto,
·                     Biodiesel a 20% é rotulado B20,
·                     Biodiesel a 5% é rotulado B5,
·                     Biodiesel a 2% é rotulado B2.
Fontes:
http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20080901080028AAIDvo3
http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/energia/conteudo_448632.shtml
http://pt.wikipedia.org/wiki/Biodigestor_anaer%C3%B3bico
http://pt.wikipedia.org/wiki/Biodiesel3
http://curiofisica.com.br/tag/curiosidade/
Postado por: Emanuel Zappani

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Energia Solar

Ainda pouco explorada no mundo, em função do custo elevado de implantação, é uma fonte limpa, ou seja, não gera poluição nem impactos ambientais. A radiação solar é captada e transformada para gerar calor ou eletricidade.

Vantagens e Desvantagens:
A energia solar não polui durante seu uso. A poluição decorrente da fabricação dos equipamentos necessários para a construção dos painéis solares é totalmente controlável utilizando as formas de controles existentes atualmente.
As centrais necessitam de manutenção mínima.
Os painéis solares são a cada dia mais potentes ao mesmo tempo em que seu custo vem decaindo. Isso torna cada vez mais a energia solar uma solução economicamente viável.
A energia solar é excelente em lugares remotos ou de difícil acesso, pois sua instalação em pequena escala não obriga a enormes investimentos em linhas de transmissão.
Em países tropicais, como o Brasil, a utilização da energia solar é viável em praticamente todo o território, e, em locais longe dos centros de produção energética, sua utilização ajuda a diminuir a demanda energética nestes e consequentemente a perda de energia que ocorreria na transmissão.
Um painel solar consome uma quantidade enorme de energia para ser fabricado. A energia para a fabricação de um painel solar pode ser maior do que a energia gerada por ele.
Os preços são muito elevados em relação aos outros meios de energia.
Existe variação nas quantidades produzidas de acordo com a situação atmosférica (chuvas, neve), além de que durante a noite não existe produção alguma, o que obriga a que existam meios de armazenamento da energia produzida durante o dia em locais onde os painéis solares não estejam ligados à rede de transmissão de energia.
Locais em latitudes médias e altas (Ex: Finlândia, Islândia, Nova Zelândia e Sul da Argentina e Chile) sofrem quedas bruscas de produção durante os meses de inverno devido à menor disponibilidade diária de energia solar. Locais com frequente cobertura de nuvens (Curitiba, Londres), tendem a ter variações diárias de produção de acordo com o grau de nebulosidade.

 Como funciona:
Para podermos utilizar a energia que vem do Sol, precisamos basicamente de três elementos: os módulos fotovoltaicos, os controladores de carga e as baterias. Os módulos fotovoltaicos são construídos a partir de pastilhas de silício mono cristalino. Os raios do sol, ao atingirem o módulo solar, geram, através de um fenômeno denominado efeito fotoelétrico, energia elétrica, que conduzida através de cabos é armazenada em baterias similar a dos automóveis.

Fontes:
http://www.suapesquisa.com/cienciastecnologia/fontes_energia.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Energia_solar
http://www.planetasolar.com.br/energiasolar.htm
Postado por: Elisa Fontana

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Energia produzida a partir do bagaço da cana é economicamente viável

Usinas autossustentáveis
A produção de energia elétrica através do bagaço de cana-de-açúcar é plenamente viável do ponto de vista econômico e atrativa para as usinas. A afirmação é do contador Paulo Lucas Dantas Filho, do Instituto de  Eletrotécnica e Energia (IEE) da USP. Para ele, além das vantagens ambientais, cria-se uma terceira fonte de renda bastante significativa para os produtores de açúcar e álcool.
A pesquisa foi feita a partir de um estudo de caso onde foram analisadas quatro usinas de cana-de-açúcar na região de Catanduva, no interior de São Paulo. Segundo o pesquisador, o critério adotado foi que as usinas deviam ser autossustentáveis, ou seja, toda energia consumida por ela devia ser produzida a partir do bagaço de cana. Além disso, o excedente energético produzido deveria estar sendo vendido para a concessionária responsável pela distribuição de energia na região.

Energia do bagaço de cana
O processo de produção de energia elétrica a partir do bagaço de cana-de-açúcar é totalmente automatizado e inserido dentro da linha de produção das usinas.
Após a planta ser colhida e levada até a usina, ela passa por três moendas. O produto da primeira moagem vai para a produção de açúcar, na chamada "moagem de 1ª linha". Já na segunda e na terceira moagens o que é produzido é o álcool combustível. O que resta da cana é o bagaço, que é levado por uma esteira até a caldeira que realiza a queima. Depois de passar pelas turbinas e geradores, o vapor produzido na queima gera a energia elétrica.
Com relação ao possível dano ambiental causado pela fumaça produzida na queima do bagaço, Dantas afirma que fuligem produzida é retida em filtros. "Não sobra nada da cana, eles aproveitam tudo. A própria  fuligem acaba se tornando adubo para plantios futuros", completa.
Segundo Dantas, a produção de energia elétrica a partir do bagaço de cana possui diversas vantagens econômicas. Para ele a principal vantagem é que esse processo se torna uma terceira fonte de receita das usinas que a utilizam, podendo gerar até uma quarta fonte renda, a emissão de créditos de carbono sob as regras do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), créditos estes comercializáveis em bolsas de valores.
"É um processo natural. Ao gerarem a energia limpa, automaticamente eles estão habilitados para requerem os projetos para certificação de emissão de créditos de carbono. É um caminho natural até", destaca o pesquisador. Como ele mesmo ressalta, porém, não se trata se um processo simples, uma vez que os créditos são emitidos diretamente pela Organização das Nações Unidas (ONU), o que torna a ação algo caro e relativamente demorado, na ordem de 2 a 3 anos. Por outro lado, ele compreende que o investimento inicial para a produção de energia é bastante alto. Segundo suas pesquisas, giram em torno de R$ 1,4 milhão por Megawatt (MW) produzido. As usinas por ele analisadas, por exemplo, produzem entre 40 e 50 MW.
Dantas esclarece que mesmo assim trata-se de um investimento bastante viável uma vez que o tempo de retorno do capital aplicado está entre 5 e 7 anos. "Os investimentos industriais, por exemplo, são da ordem de 12 a 13 anos para retorno de negócio", comenta o contador. Outra vantagem na implantação deste sistema de produção de energia é a venda do excedente para as concessionárias. Dantas destaca que são contratos de longo prazo, da ordem de 20 anos, o que garante uma fonte de renda muito menos vinculada às oscilações de mercado.

Potencial de energia do bagaço da cana
Dantas explica que há poucas perdas de energia, se comparado com a eletricidade produzida nas grandes usinas. "Como a energia produzida vai para as centrais de distribuição de cidades próximas, há muito menos perda", garante. Além disso, o período de safra da cana, de março a novembro, coincide com as épocas em que a oferta hidrelétrica é normalmente menor, por causa da diminuição das chuvas.
Para o pesquisador, o principal diferencial do aproveitamento do bagaço da cana é a importância ser uma energia renovável que pode contribuir com a redução na emissão de gases que provocam o efeito estufa. Ele acredita ainda que o potencial de produção de energia deve aumentar nos próximos anos por dois motivos. O primeiro está ligado a evolução tecnológica. Mesmo com um possível aumento de custos o aumento da produtividade compensaria os gastos com investimento. O segundo está na redução das queimadas no momento do corte da cana.
No caso de São Paulo, por exemplo, uma resolução estadual obriga que, até 2017, as queimadas sejam extintas, o que possibilitaria o aproveitamento da palha e da ponta da cana-de-açúcar, perdidas nesse modelo de colheita. "A matéria-prima (bagaço) somada à ponta e à palha tende a aumentar em 30% a capacidade de produção de energia", completa Dantas.

Matéria originalmente publicada em:
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=energia-produzida-partir-bagaco-cana-economicamente-viavel&id=010175090810

domingo, 1 de agosto de 2010

Energia Geotérmica


Pode-se dizer que a energia geotérmica é uma das mais antigas, existe desde que o nosso planeta foi criado e provem do calor que sai da Terra.
Abaixo da crosta terrestre, ou seja, a camada superior do manto é constituída por uma rocha líquida, o magma. Por vezes, o magma quebra a crosta terrestre chegando à superfície, originando assim um vulcão, e o magma passa a chamar-se lava. Em cada 100 metros de profundidade a temperatura aumenta 3°C.
A água contida nos reservatórios subterrâneos pode aquecer ou até mesmo ferver quando contacta a rocha quente. A água chega a atingir até 148°C. Há locais denominados furnas em que a água quente sobe até a superfície terrestre, está é utilizada para aquecer piscinas no inverno, casas, prédios e até para gerar eletricidade.
Em alguns locais do planeta, existe tanto vapor e água quente que é possível produzir energia elétrica. Abrem-se buracos fundos no chão até chegar aos reservatórios de água e vapor, estes são drenados até á superfície por meio de tubos e canos apropriados. Através destes tubos o vapor é conduzido até á central elétrica geotérmica. Tal como numa central elétrica normal, o vapor faz girar as lâminas da turbina como uma ventoinha. A energia mecânica da turbina é transformada em energia elétrica através do gerador. A diferença destas centrais elétricas é que não é necessário queimar um combustível para produzir eletricidade.
Após passar pela turbina o vapor é conduzido para um tanque onde vai ser arrefecido. O fumo branco que se vê na figura é o vapor a transformar-se novamente em água no processo de arrefecimento. A água é de novo canalizada para o reservatório onde será naturalmente aquecida pelas rochas quentes.
Fontes: http://www.abcdaenergia.com/enervivas/cap04.htm
http://www.fem.unicamp.br/~em313/paginas/geoter/geoter.html
Postado por: Brenda Leidens

Energia super verde: Hidrogênio é gerado com som e água

Cientistas criaram um novo tipo de cristal que, quando mergulhado em água, absorve as vibrações do ambiente, criando fortes cargas negativas e positivas em suas extremidades.
As cargas elétricas são suficientes para quebrar as moléculas de água ao redor, liberando hidrogênio e oxigênio.
Esquema do funcionamento do sistema


Parece bom demais para ser verdade: os cristais podem aproveitar uma espécie de poluição - o barulho e as vibrações das ruas e estradas, por exemplo - para gerar o mais verde dos combustíveis, o hidrogênio, que pode abastecer carros ou usinas elétricas liberando apenas água como resíduo.
"É uma espécie de almoço grátis," explica o Dr. Huifang Xu, da Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos. "Você captura energia do ambiente da mesma forma que as células solares capturam energia a partir da luz do Sol."

Efeito piezoeletroquímico
A fotossíntese artificial é um objetivo longamente perseguido pelos cientistas. Recentemente cientistas do MIT utilizaram até um vírus para quebrar as moléculas de água e gerar hidrogênio.
Xu e seus colegas adotaram uma via muito mais simples: eles geraram hidrogênio usando uma nova variedade de cristais piezoelétricos, materiais que geram energia quando pressionados e que estão sendo largamente estudados como uma forma de gerar eletricidade a partir do movimento.
Os novos cristais, contudo, feitos de óxido de zinco, foram projetados para operaram submersos, de forma que a eletricidade que geram, em vez de ser transportada por um fio, é liberada diretamente na água, quebrando as moléculas e liberando o oxigênio e o hidrogênio.
Os pesquisadores batizaram o novo fenômeno de efeito piezoeletroquímico.

Energia das vibrações
Ao crescerem, os cristais assumem a forma de finas microfibras altamente flexíveis. Uma vibração, oriunda de ondas sonoras, por exemplo, é suficiente para dobrá-las, fazendo-as gerar eletricidade.
Os pesquisadores demonstraram que vibrações ultrassônicas fazem as fibras piezoeletroquímicas curvarem suas extremidades entre 5 e 10 graus, criando um campo elétrico com uma tensão suficiente para quebrar as moléculas de água, liberando oxigênio e hidrogênio.
A taxa de eficiência das microfibras de óxido de zinco atinge 18%, medida em termos de sua capacidade de converter as vibrações em energia contida nas moléculas de hidrogênio produzidas. Os cristais piezoelétricos tradicionais apresentam uma taxa de conversão de 10%.
Para aproveitar as vibrações disponíveis em cada ambiente, basta crescer fibras de tamanhos variados, que se tornam sensíveis a frequências diferentes.

Matéria Originalmente publicada em:
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=energia-super-verde-hidrogenio&id=010115100430 
Postado por: Thiago Subilhaga

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Energia das Marés


As ondas e formam a partir da ação dos ventos sobre a superfície do mar. Uma vez formadas, elas viajam pelo alto - mar até encontrar as águas comparativamente mais rasas, próximas a terra. Nesse encontro, a base das ondas começa a sofrer certa resistência. Isso faz aumentar sua altura. À medida que o fundo se torna mais raso, a crista da onda, que não está sujeita a essa resistência, tende a prosseguir com maior velocidade. Vale lembrar que quanto mais rochoso o fundo do mar, mais alta será a onda.
Também conhecida como energia da marola, a energia das marés é a energia cinética (movimento) da água do mar, provocada pela subida e descida das marés. Existem por dia duas marés-altas e duas marés-baixas. Estas marés são o resultado do movimento da Lua em torno da Terra e sofrem também a influencia do movimento da Terra em torno do Sol. 
Este tipo de energia é utilizado em alguns países para gerar eletricidade, tais como: França (onde se localiza a pioneira La Rance), Japão e Inglaterra. Na França,1967, fora construída a primeira central mareomotriz, ligada à rede nacional de transmissão. Uma barragem de 750 metros de comprimento, equipada com 24 turbinas, fecha a foz do rio Rance, na Bretanha, noroeste da França. Com a potência de 240 megawatts (MW), ou 240 mil quilowatts (kW), suficiente para a demanda de uma cidade com 200 mil habitantes.
Esta energia é obtida através de barragens construídas em áreas costeiras "afetadas" por marés. As barragens bloqueiam e controlam o movimento das marés, que vão acionar turbinas especiais, que retêm a água que entra na maré-alta, libertando-a mais tarde, na maré baixa.

Vantagens e desvantagens:
As principais vantagens deste tipo de energia é o fato de ser uma energia renovável, sendo assim não poluente e causando pouco impacto ambiental.
A desvantagem de utilizar a energia das marés na obtenção de energia é que o fornecimento não ser continuo apresentado assim baixo rendimento.

Fontes: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/energia-das-mares/index.php
http://o-blog-verde.blogs.sapo.pt/3548.html
http://fotos.sapo.pt/yI2ZfPWHT4T7IaI87zA9
Postado por: Brenda Leidens

Pré-Sal

 O termo pré-sal refere-se a um conjunto de rochas localizadas nas porções marinhas de grande parte do litoral brasileiro, com potencial para a geração e acúmulo de petróleo. Chama-se de pré-sal porque forma um intervalo de rochas que se estende por baixo de uma extensa camada de sal, que em certas áreas da costa chega a atingir espessuras de até 2.000m.  O termo pré é utilizado expressa, ao longo do tempo, que essas rochas foram sendo depositadas antes da camada de sal. A profundidade total dessas rochas, que é a distância entre a superfície do mar e os reservatórios de petróleo abaixo da camada de sal, estima-se que alcance cerca de 7 mil metros.
A Petrobras é a empresa responsável pelas maiores descobertas sobre petróleo no Brasil, e também por essa camada pré-sal localizada entre os estados de Santa Catarina e Espírito Santo, onde se encontrou grandes volumes de óleo leve. Na Bacia de Santos, por exemplo, o óleo já identificado no pré-sal tem uma densidade de 28,5º API, baixa acidez e também baixo teor de enxofre. São características de um petróleo de alta qualidade e maior valor de mercado.
 Os primeiros resultados financeiros do pré-sal brasileiro apontam para volumes muito expressivos. Para se ter uma ideia, só a acumulação de Tupi, na Bacia de Santos, tem volumes recuperáveis estimados entre 5 e 8 bilhões de barris de óleo equivalente (óleo mais gás). Já o poço de Guará, também na Bacia de Santos, tem volumes de 1,1 a 2 bilhões de barris de petróleo leve e gás natural, com densidade em torno de 30º API.

 Neste caso, as descobertas do pré-sal no Brasil são economicamente viáveis?
Com base no resultado dos poços até agora perfurados e testados, não há dúvida sobre a viabilidade técnica e econômica do desenvolvimento comercial das acumulações descobertas. Os estudos técnicos já feitos para o desenvolvimento do pré-sal permitem garantir o sucesso dessa empreitada. 
Então, com tudo isso, concluímos que o pré-sal trará grandes contribuições ao Brasil. Diante desse grande crescimento que está visível aos olhos de todos, tanto no pré-sal quanto nas demais áreas onde ela já opera, a Petrobras aumentou substancialmente os recursos programados em seu Plano de Negócios. São investimentos robustos, que garantirão a execução de uma das mais consistentes carteiras de projetos da indústria do petróleo no mundo. Serão novas plataformas de produção, mais de uma centena de embarcações de apoio, além da maior frota de sondas de perfuração a entrar em atividade nos próximos anos. 
A Petrobras tomara frente dessas construções e está totalmente preparada para desenvolver a área do pré-sal. Ela está direcionando grande parte de seus esforços para a pesquisa e o desenvolvimento tecnológico que garantirão, nos próximos anos, a produção dessa nova fronteira exploratória. 

Postado por: Brenda Leidens

sábado, 17 de julho de 2010

Energia Eólica

Como o próprio nome já diz energia eólica é aquela produzida pela transformação da energia cinética em energia elétrica. O vento constitui uma imensa fonte de energia natural.
Atualmente a energia eólica é muito usada no mundo. Nos últimos anos vem evoluindo cada vez mais, mostrando-se uma fonte geradora de grande importância para o Brasil. 
A energia eólica é uma energia renovável e de baixo impacto ambiental por não ter emissões de gás, nem utilizar bens naturais como à água. Sua ocupação no solo também é relativamente pouca, o equipamento preenche 1% da área da usina eólica, e o restante pode ser ocupado para a lavoura ou pastagem, sem prejudicar as plantas ou animais. Uma habitação humana pode se localizar a uma distância de 400 metros sem causar transtornos sonoros.
Um aerogerador é um gerador elétrico movido por uma hélice, que por sua vez é movida pela força do vento. A hélice pode ser vista como um motor cujo único combustível é o vento.
A quantidade de energia gerada pelo vento varia de acordo com as estações e o horário do dia. A topografia e a rugosidade do solo também têm grandes influencias na distribuição de freqüência de velocidade do vento em um único local, como também dependem as características do desempenho, altura de operação e espaço horizontal dos sistemas de conversão instalados para considerarmos a quantidade de energia eólica extraível de certo aerogerador.
As turbinas são, em princípio, instrumentos razoavelmente simples. O gerador é ligado através de um conjunto acionador a um rotor constituído de um cabo e duas ou três pás. O vento aciona o rotor fazendo girar o gerador que produz eletricidade. Já existem máquinas com protótipos de 4.500 kW de potência e 100m de diâmetro e 120m de torre, quando essas se tornarem viáveis, uma única turbina será capaz de sustentar 21 mil consumidores residenciais.
A qualidade de energia depende fundamentalmente do tipo de gerador utilizado (assíncrono ou síncrono) e a sua regulação. Se a rede elétrica onde a usina é conectada, for forte, a variação de tensão da energia será pouco percebida. Ao contrario, se a rede for fraca, está variação poderá ocasionar forte flutuação de tensão da energia elétrica ao longo da rede.
A energia anual gerada por uma turbina de 600kW evita, em média, a emissão de 1200 toneladas de CO2 por ano, que seria gerada por um central diesel elétrica.
A energia produzida por uma turbina eólica durante sua vida útil, que é de 20 anos, é oito vezes maior que a quantidade de energia usada para construí-la, mantê-la, opera-la, desmonta-la e recupera-la totalmente.
A energia eólica é uma das primeiras formas de energia que se tem conhecimento, empregado para barcos a vela. Em terra, os primeiros moinhos de vento talvez tenham aparecido da Pérsia por volta de 700 d.C.. No fim da idade média também foi muito usada pelos navegadores e pelos holandeses para drenar regiões alagadas. Porém seu maior aproveitamento veio na segunda metade do século XX, por ser considerada uma fonte alternativa de energia, ganhando destaque por não afetar o meio ambiente.
No Brasil uma das primeiras usinas a entrar em operação comercial, foi a de Fernando de Noronha, e hoje já temos varias em operação, principalmente no Estado do Ceará.
Os maiores aproveitamentos dessa fonte de energia se localizam nas regiões litorâneas, devido ao maior potencial e regularidade do vento.
A Petrobras investiu em três parques eólicos: o primeiro em Macau, no Rio Grande do Norte, com capacidade de produzir 1,8 MW, e dois nos estados do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul, com capacidade entre 3 mW e 4 mW cada.
Um dos maiores problemas deste sistema de produção elétrica é que o vento não sopra com intensidade igual por todo o ano, sendo mais intenso no verão e menos no inverno. Outra dificuldade é o vento precisar atingir 20 km/hora para girar a turbina em velocidade suficiente.

Fontes: 
www.fcmc.es.gov.br/download/Energia_meioambiente.pdf
http://www.fcmc.es.gov.br/download/Energia_meioambiente.pdf
www.abcdaenergia.com/enervivas/cap10.htm
www.portalsaofrancisco.com.br/.../meio-ambiente-energia-eolica/
Postado por: Luiza Aline Cossul

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Energia Nuclear




Atualmente, vários países possuem usinas nucleares ou também chamadas como central nuclear, que produzem energia. O elemento mais utilizado nas usinas é o urânio. Este material é colocado em barras dentro dos reatores da usina. O calor gerado pela reação move um alternador que produz a energia elétrica. Esta energia é considerada limpa, pois não polui o meio ambiente, porem um dos grandes problemas é a geração do lixo nuclear por parte destas usinas. Este lixo deve ser manipulado, transportado e armazenado, seguindo todas as normas de segurança. Isso ocorre, pois os resíduos radioativos são extremamente perigosos caso ocorra contato com seres humanos, fontes de água, terra, ar, etc.
O Brasil possui duas usinas nucleares em atividade, Angra I e Angra II, situadas no município de Angra dos Reis (estado do Rio de Janeiro). O grande problema das usinas nucleares é que devem ser tomadas diversas medidas de segurança, pois em caso de acidente, as conseqüências para o homem e meio ambiente são trágicas e extremas. Quando uma radiação incide num tecido biológico, altera as características químicas das moléculas destes tecidos, formando-se radicais intracelulares que, ou matam a célula, ou originam divisões não controláveis. No primeiro caso, o organismo elimina e substitui as células mortas, mas no segundo caso, geralmente formam-se tumores malignos.
Central nuclear Almirante Álvaro Alberto, Angra dos Reis (RJ)

Por estas razões são muito perigosas as consequências das explosões nucleares. O pó radioactivo extremamente fino, com facilidade pode introduzir-se nos nossos corpos e aí se acumular. Na realidade, as centrais térmicas convencionais têm uma maior incidência nas condições de vida à sua volta, devido às emanações gasosas e à radiação térmica, do que uma central nuclear em funcionamento normal. Mas há relatórios que indicam um aumento de casos de leucemia infantil entre a população que vive perto de uma central nuclear.
A energia nuclear também é utilizada para a fabricação de bombas nucleares. Vários países do mundo possuem esta  tecnologia, sendo que Estados Unidos e a Rússia possuem os maiores arsenais nucleares do mundo. O poder de devastação destas bombas é enorme. Além de provocar a morte de grandes quantidades de pessoas e causar grande destruição material, provocam diversos tipos de doenças nos sobreviventes, entre elas o câncer. No final da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), os Estados Unidos lançaram bombas deste tipo nas cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, causando grande destruição e milhares de mortes.



Fontes:
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/meio-ambiente-energia-nuclear/impacto-ambiental.php
http://www.suapesquisa.com/cienciastecnologia/energia_nuclear.htm
Postado por : Brenda Leidens